Universo Artificial Universo Artificial SITES • SISTEMAS • IA Fale com um especialista

Busca por Imagem no Google: novo relatório do Search Console

O Google passou a mostrar no Search Console como usuários encontram sites usando imagens, Lens e buscas multimodais. Entenda o que muda para SEO e conteúdo visual.

UA
LEITURA RÁPIDA

O que você vai encontrar nesta matéria

O Google passou a mostrar no Search Console como usuários encontram sites usando imagens, Lens e buscas multimodais. Entenda o que muda para SEO e conteúdo visual.

01

O que mudou no Google Search Console?

O Google adicionou aos relatórios de desempenho um novo tipo de pesquisa relacionado às chamadas buscas multimodais.

Ir para esta seção
02

Busca por imagem e busca multimodal não são exatamente a mesma coisa

É importante separar os conceitos.

Ir para esta seção
03

Por que isso importa para empresas?

Durante muito tempo, muitas empresas trataram as imagens do site apenas como elementos decorativos.

Ir para esta seção

O Google deu mais um passo para mostrar como a inteligência artificial e a busca visual estão mudando a maneira como as pessoas encontram informações na internet. O Search Console passou a apresentar dados específicos sobre busca por imagem no Google e pesquisas multimodais, permitindo que proprietários de sites entendam melhor quando suas páginas aparecem em pesquisas iniciadas a partir de uma imagem.

A novidade é especialmente importante para empresas que dependem de imagens para apresentar produtos, serviços, projetos, ambientes, equipamentos, pessoas ou resultados visuais. Até pouco tempo, grande parte desse comportamento ficava difícil de separar dentro dos relatórios tradicionais.

Agora, o Google começa a fornecer uma visão mais clara sobre como recursos como Google Lens, Circle to Search, upload de imagens e pesquisas visuais realizadas pelo Chrome podem levar usuários até um site.

O que mudou no Google Search Console?

O Google adicionou aos relatórios de desempenho um novo tipo de pesquisa relacionado às chamadas buscas multimodais.

Na prática, isso permite analisar situações em que o usuário não começa necessariamente digitando uma palavra ou frase. Ele pode fotografar alguma coisa, selecionar uma imagem na tela ou enviar uma fotografia ao Google e, a partir dela, iniciar uma pesquisa.

Entre as experiências incluídas estão:

  • pesquisas realizadas pelo Google Lens;
  • Circle to Search em dispositivos Android;
  • upload de imagens diretamente na Pesquisa Google;
  • recurso de pesquisar uma imagem pelo navegador Chrome;
  • experiências em que imagem e texto participam da mesma pesquisa.

Para quem trabalha com SEO, isso significa que o comportamento de busca está ficando mais amplo. A palavra-chave continua importante, mas já não é necessariamente o único ponto de partida de uma pesquisa.

Busca por imagem e busca multimodal não são exatamente a mesma coisa

É importante separar os conceitos.

O Search Console já permite há bastante tempo filtrar resultados da tradicional Pesquisa Google por Imagens. Esse relatório mostra cliques, impressões e outros dados relacionados a resultados visuais.

A busca multimodal vai além.

Nesse tipo de pesquisa, o usuário pode utilizar uma imagem como uma espécie de pergunta. O sistema analisa elementos visuais e pode combinar essa informação com texto, localização ou contexto para compreender o que a pessoa realmente deseja encontrar.

Imagine alguém fotografando um equipamento e perguntando:

“Onde encontro uma empresa que instala isso?”

Ou apontando a câmera para determinado produto e pesquisando:

“Qual é esse modelo e quanto custa?”

A pesquisa deixa de depender exclusivamente de palavras digitadas.

Por que isso importa para empresas?

Durante muito tempo, muitas empresas trataram as imagens do site apenas como elementos decorativos.

Uma fotografia era escolhida porque deixava a página bonita, enquanto todo o trabalho de SEO ficava concentrado no título, texto e palavras-chave.

Esse comportamento precisa começar a mudar.

Se mecanismos de busca estão utilizando cada vez mais informações visuais para compreender consultas, as imagens passam a fazer parte da própria estratégia de descoberta do conteúdo.

Isso pode ser especialmente relevante para negócios como:

  • arquitetura e construção;
  • agricultura e máquinas agrícolas;
  • automóveis e peças;
  • varejo e comércio eletrônico;
  • restaurantes e alimentação;
  • turismo e hotelaria;
  • imóveis;
  • indústria;
  • moda;
  • serviços técnicos;
  • empresas com portfólios visuais.

Em muitos desses setores, uma imagem consegue transmitir informações que seriam difíceis de descrever em poucas palavras.

O SEO das imagens fica ainda mais importante

A nova realidade não significa que existe uma técnica secreta para aparecer no Google Lens ou em uma resposta criada por inteligência artificial.

O caminho continua sendo ajudar mecanismos de busca a compreender corretamente o conteúdo da página e o contexto daquela imagem.

Alguns cuidados continuam fundamentais:

  • utilizar imagens realmente relacionadas ao conteúdo;
  • escrever textos alternativos claros quando apropriado;
  • usar nomes de arquivos compreensíveis;
  • manter a imagem próxima do texto que explica seu contexto;
  • utilizar boa resolução sem prejudicar a velocidade;
  • evitar imagens genéricas quando houver material próprio disponível;
  • criar páginas que expliquem claramente o assunto representado visualmente.

Uma fotografia isolada oferece pouco contexto. Uma fotografia inserida em uma página bem estruturada, com título, texto e informações relacionadas, oferece muito mais sinais para que mecanismos de busca entendam seu significado.

Imagens próprias podem se tornar um diferencial

Essa mudança também reforça algo que já deveria fazer parte de uma boa estratégia digital: produzir material visual original.

Sites que utilizam exatamente as mesmas imagens de bancos de fotografias encontrados em dezenas de outras páginas oferecem pouca informação exclusiva.

Já fotografias próprias de projetos, produtos, equipamentos, ambientes, processos e resultados podem adicionar informações que não existem em outros sites.

Para uma empresa de tecnologia, por exemplo, screenshots de sistemas desenvolvidos, painéis, dashboards e aplicações reais podem ajudar a explicar melhor um projeto.

É exatamente essa lógica que utilizamos na área de cases do Universo Artificial, onde projetos reais ajudam a demonstrar o tipo de solução desenvolvida.

Sites rápidos também fazem parte da estratégia visual

Existe outro lado dessa história: imagens podem ajudar a atrair visitantes, mas também podem prejudicar bastante um site quando utilizadas de maneira incorreta.

Uma imagem muito maior do que o espaço onde será exibida aumenta o volume de dados transferidos e pode piorar o tempo de carregamento.

Por isso, otimização visual não significa apenas produzir imagens bonitas. Também envolve:

  • usar dimensões adequadas;
  • comprimir os arquivos;
  • adotar formatos modernos quando possível;
  • definir largura e altura;
  • carregar primeiro as imagens realmente necessárias;
  • utilizar versões responsivas para diferentes tamanhos de tela.

Isso conecta diretamente a busca visual com o trabalho de otimização de sites para Google e IA.

O novo relatório pode revelar oportunidades que antes passavam despercebidas

Uma das partes mais interessantes da novidade é justamente permitir que empresas descubram um tipo de tráfego que antes era mais difícil de identificar separadamente.

Imagine que uma determinada página comece a receber impressões e cliques por pesquisas multimodais.

Isso pode indicar que o Google está relacionando o conteúdo visual daquela página com perguntas realizadas pelos usuários.

A empresa poderá então analisar:

  • quais páginas recebem mais tráfego visual;
  • quais tipos de conteúdo funcionam melhor;
  • se determinados produtos aparecem mais;
  • se imagens próprias estão gerando descoberta;
  • se existe oportunidade para criar novas páginas sobre aquele assunto.

O Search Console passa, portanto, a oferecer mais uma fonte de informação para decidir que conteúdo produzir.

Não é necessário abandonar o SEO tradicional

A chegada de novos recursos de pesquisa costuma gerar a impressão de que tudo o que era feito anteriormente deixou de funcionar.

Não é assim.

Títulos bem escritos, conteúdo relevante, arquitetura organizada, links internos, velocidade, experiência no celular e autoridade continuam importantes.

A diferença é que agora existe mais uma camada.

Além de perguntar:

“Para quais palavras queremos aparecer?”

empresas também podem começar a perguntar:

“Nossas imagens ajudam alguém a entender e encontrar aquilo que oferecemos?”

Conteúdo visual e inteligência artificial estão se aproximando

A busca multimodal também mostra como a fronteira entre SEO e inteligência artificial está ficando cada vez menor.

Para interpretar uma fotografia, relacioná-la ao contexto e compreender o que o usuário pretende encontrar, os mecanismos de pesquisa precisam trabalhar com modelos capazes de interpretar diferentes tipos de informação.

Texto, imagem e contexto deixam de funcionar como mundos separados.

Isso reforça a ideia apresentada anteriormente em nossa matéria sobre como a inteligência artificial está mudando a presença das empresas no Google: o objetivo não deve ser criar uma estratégia isolada para cada tecnologia, mas construir uma presença digital que seja clara, útil e tecnicamente acessível.

Como preparar seu site para buscas por imagem?

Para empresas que querem começar agora, não é necessário reinventar todo o site.

Algumas ações já criam uma base muito melhor:

  1. Utilize imagens próprias sempre que possível. Mostre projetos, produtos, ambientes e processos reais.
  2. Otimize o tamanho dos arquivos. Uma boa imagem não precisa ter vários megabytes.
  3. Dê contexto à imagem. Textos próximos ajudam a explicar o que está sendo mostrado.
  4. Utilize texto alternativo corretamente. Ele deve descrever a imagem quando isso for útil, e não servir como depósito de palavras-chave.
  5. Organize as páginas por assunto. Isso facilita a interpretação do conjunto de informações.
  6. Acompanhe o Search Console. Novos relatórios podem revelar como o Google está descobrindo seu conteúdo.

O Search Console está acompanhando uma nova forma de pesquisar

A criação de um relatório específico para pesquisas multimodais é um sinal claro de que o comportamento do usuário está mudando.

Pesquisar na internet já não significa apenas abrir uma caixa e digitar algumas palavras.

Uma câmera, uma fotografia, um objeto na tela ou uma combinação de texto e imagem também podem iniciar uma busca.

Para empresas, isso cria novas oportunidades de descoberta.

E para quem trabalha com sites, SEO e conteúdo, aumenta a importância de construir páginas em que texto, imagens, estrutura e desempenho funcionem juntos.

A busca por imagem no Google está deixando de ser apenas uma seção separada do mecanismo de pesquisa. Ela começa a fazer parte de uma experiência cada vez mais integrada entre visão computacional, inteligência artificial e busca tradicional.

Empresas que começarem a tratar seus recursos visuais como conteúdo — e não apenas como decoração — estarão mais preparadas para essa mudança.

DA INFORMAÇÃO PARA A APLICAÇÃO

Quer transformar tecnologia em resultado para sua empresa?

Sites, otimização para Google e IA, sistemas web e inteligência artificial desenvolvidos para problemas reais de negócio.

Fale sobre seu projeto
Criação de Sites Google e IA Sistemas Web Inteligência Artificial
PUBLICADO POR Universo Artificial

Conteúdo sobre sites, SEO, sistemas, inteligência artificial e tecnologia aplicada a negócios.